Arte Encenada é sucesso em Campo Mourão

13 de mai. de 2012

Ápice Encenado!

Muitas pessoas em seu dia a dia se condenam por não receber uma promoção no trabalho, ou não ser o aluno com a maior nota na escola ou faculdade. Bem, isso é um fato comum da nossa vida. Quando fazemos algo fantástico, normalmente é conhecido como ápice, na vida de ator é o ápice da carreira. Você sabe por que estes momentos se chamam ápice? Ápice significa o ponto mais elevado; vértice, cume, cimo, o mais alto grau, o apogeu. Logo, é impossível sempre ser o melhor.
O que devemos aprender com isso? Muitas coisas... A primeira delas é que temos que ser humildes e aplaudir o ápice alheio, pois quando você chegar ao seu ápice as outras pessoas deverão te aplaudir também. Outra coisa, não é possível se manter-se em ápice o tempo todo, mas com dedicação, jeito e um pouco de sorte, você pode retomá-lo mais rapidamente e o principal, aproveitar o momento mais baixo pra começar a subir.
É o momento mais difícil, começar a caminhar a partir do chão para chegar ao teto, mas é necessário, pois não existe outra forma. Lembro-me de um exemplo bem pratico desse tipo de situação:
Depois de três meses e pouco de ensaio, a peça “As dez mais do córtex cerebral” estava digna a ser apresentada ao publico. Figurino, cenário e os dois atores mais bem preparados do grupo... Era para ser o ápice do Arte Encenada. No inicio, realmente foi um ápice... O publico dava um feedback muito positivo, mas...
Por motivos diversos, que agora não fazem diferença, a atriz principal (e única da peça) teve que abandonar o grupo, meia hora antes da primeira apresentação do dia... Muito bem, estamos caindo desesperadamente ao ponto mais baixo... Ou não.
Durante estes trinta minutos, eu, Eduardo Berbet e o diretor do grupo, Wellington Gabriel, estávamos a caminho da escola onde seria a apresentação. Estávamos aflitos e pensativos de o quê nós vamos fazer agora? Passamos a maior parte do trajeto conversando muitas coisas e opções, até mesmo em cancelar aquela apresentação e improvisar outras no lugar. Até o momento, que não sei se foi eu ou ele, veio à idéia de transformar o lendário texto de Cyrano Rosalém que é feito em dueto, ser apresentado em monólogo. Foi à faísca para o inicio do incêndio.
Chegamos à escola e o diretor, que era o novo ator solitário da peça, ficou repensando junto com todo o restante do grupo como os elementos no palco deveriam ser mudados e em que momentos as músicas deveriam ser soltas. Foi o dia que tive meu melhor desempenho de operador de som... Foi neste dia que as dez mais se tornaram monólogo... Foi neste dia que o verdadeiro ápice chegou... Foi neste dia que o Arte Encenada vestiu a roupa preta!

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